Orgãos e Regiões

Câncer de Esôfago

Foto do Dr. Vladimir

É a doença em que ocorre proliferação desordenada da camada mais interna do órgão, a mucosa. Os cânceres de esôfago iniciam-se na camadas mais internas em direção as mais externas. Existem 2 tipos principais de câncer de esôfago: o adenocarcinoma e o carcinoma espinocelular. O tipo mais comum é o adenocarcinoma, que geralmente acomete o terço inferior do esôfago.

 

Existem alguns fatores de risco que estão relacionados com o surgimento do câncer de esôfago. Alguns, como o cigarro e o álcool, podem ser controlados; outros, como idade e raça, não podem ser controlados.


Entre os principais fatores estão:

 

 

-idade: o risco aumenta com a idade e é raro em pessoas abaixo de 40 anos

 

- sexo: homens tem três vezes mais chance que mulheres

 

- raça: indivíduos da raça negra são mais acometidos (não se sabe a causa)

 

- tabagismo: quanto maior a duração do hábito, maior o risco

 

- etilismo: consumo de bebidas alcoólicas em grande quantidade

 

- esôfago de Barrett: em pacientes com DRGE

 

- Dieta: pobre em frutas e vegetais, obesidade e consumo de liquidos muito quentes

 

- Doenças: megaesôfago chagásico

No momento não há uma certeza na prevenção do câncer de esôfago, porém o risco pode ser diminuído, evitando o cigarro e o consumo excessivo de álcool. O consumo de vegetais, especialmente os crus, também oferece certo grau de proteção. Hábito de vida não sedentário e peso saudável também ajudam.

Na maioria das vezes esse tipo de câncer é descoberto pelos sintomas que causa. Habitualmente os sintomas aparecem apenas quando a doença está avançada, tornando a cura menos provável. Quando o câncer é descoberto precocemente, geralmente deve-se a exames feitos por outros motivos. Entre os principais sintomas, encontram-se:

>- Dificuldades em engolir alimentos: é o sintoma mais freqüente e causa uma sensação de comida "parada" no peito ao deglutir. A queixa é progressiva e inicia-se com a dificuldade de ingerir alimentos sólidos, depois para pastosos e finalmente para liquidos (fase mais avançada da doença).

 

- Perda de pero: metade dos pacientes com câncer de esôfago apresenta essa queixa, principalmente devido à dificuldade progressiva de engolir alimentos

 

- Sintomas menos freqüentes: rouquidão, soluços, pneumonias de repetição, que também estão associadas a outras doenças.

 

O exame de escolha para o diagnóstico é a endoscopia. Neste exame, uma pequena câmera (endoscópio) é passada pela boca acoplada a uma fibra óptica a fim de visualizar o esôfago. Uma pequena sedação é dada ao paciente com a finalidade de diminuir o incômodo do exame. Qualquer lesão suspeita é biopsiada e enviada para estudo em microscopia para pesquisa de células cancerosas. A tomografia computadorizada (TC) deve ser realizada em todo paciente com diagnóstico de câncer de esôfago. Ela deve incluir o tórax e em alguns casos, o abdome também. Pode evidenciar o tamanho total do tumor e se ele já originou metástases (se espalhou para órgãos vizinhos). Outros exames que podem ser realizados são o ultra-som endoscópico, a broncoscopia e agora a tomografia associada à cintilografia de emissão de pósitrons (exame muito recente para detecção de câncer).

A partir desses exames é realizado o estadiamento, que consiste na descoberta de quanto o câncer já se espalhou, o que é muito importante porque o tratamento a ser proposto depende do estadiamento. O médico de confiança do paciente deverá solicitar os exames e propor a melhor alternativa de tratamento.

A cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia são comumente usadas em combinação para o tratamento do câncer de esôfago. A melhor escolha depende do estadiamento, do tipo de tumor, das condições gerais do paciente e será determinado por seu médico.


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